.Toronto – living it.

O porquê da não atualização

Publicado por: carolnocanada em: 26/01/2010

O mínimo: esclarecimento sobre a ausência durante os últimos 15 dias de viagem.

Em 2 de janeiro, quando minha passada pelos Estados Unidos estava quase no final (voltei pro Canadá no dia 3), e quando ainda faltava conhecer Montreal, Quebec e Ottawa (assuntos do próximo post), meu laptop parou de funcionar. Não sei como, nem o motivo. Simplesmente apagou e não voltou à vida.

Calma, sem desespero. As fotos foram salvas, afinal, as melhores e mais importantes, tanto de Vancouver quanto de Toronto, já estavam nas contas do Picasa e, felizmente, eu ainda não tinha apagado da máquina os cliques de Boston a Washinton.

Frente à situação nada favorável, a solução foi continuar armazenando as imagens dos 15 dias restantes no memory card. Deu certo. Cheguei no Brasil (segundo próximo post) com tudo em ordem.

Bom, mas o ruim mesmo foi não poder relatar aqui o que eu estava aprontando por lá. Nos momentos em que eu mais quis contar as novidades, que eu estava doida de feliz em lugares MA-RA-VI-LHO-SOS, eu não pude escrever nada. Pra dificultar ainda mais, só tinha como falar com o povo através do iPod que comprei no boxing day*. Fala sério, digitar naquele teclado minúsculo do iTouch exige toda a paciência que Deus não me deu.

Agora que estou de volta e tenho um computador à disposição, os textos vão sair. Não prometo rapidez ou agilidade, até porque o entusiasmo momentâneo já passou e eu ainda estou fora de órbita (acreditem, é estranho demais voltar ao lar), mas farei o melhor pra que vocês sintam a mesma alegria que eu senti enquanto viajei no último mês do meu intercâmbio.

Sobre as fotos, já aviso que são a parte mais trabalhosa. Até separar tudo em pastas, colocar em ordem e lembrar o nome de todos (ou quase todos) os lugares que visitei leva um tempinho. Vou me esforçar pra que estejam online ao mesmo tempo em que os posts forem publicados.

Ah, já aproveito pra deixar os links de New York e de Washington D.C, que faltaram no post anterior.

Be back!

* Depois do Natal, a liquidação baixa geral nas lojas. Se vocês acham que até no Brasil tudo fica mais barato, pensem em algo muuuuuuuuuuuito mais em conta. É só alegria. Dá vontade de se atirar e deixar todos os cartões no negativo.

And the countdown has started

Publicado por: carolnocanada em: 02/01/2010

Em quase seis meses completos de intercâmbio, é a primeira vez que realmente sinto vontade de voltar pra casa. Agora que está bem próximo do fim, quanto mais os dias passam, mais eu quero correr pra família e pros amigos que me esperam e fazem contagem regressiva junto comigo. Enfim, apenas 16 dias nos separam! Não vejo a hora de abraçar, beijar, sair pra festa (as brasileiras – gaúchas – sempre serão as melhores), contar e ouvir todas as novidades, detalhar cada momento vivido no exterior, comer um baita churrasco feito pelo mano, pelo dindo ou pelo tio (os melhores assadores do mundo) e um feijão com arroz da mamis ou da vó. Estou ansiosa e, estranhamente, querendo que as viagens que ainda tenho pela frente cheguem e passem voando! Tudo isso só até eu fazer o que eu estou com saudade de fazer, cair na realidade e perceber que quero viajar o mais breve possível. Tenho certeza que vai ser assim!

Buenas, pra quem anda desatualizado, ainda estou em férias nos Estados Unidos. A passada por Boston, em cinco dias, foi ótima. A capital de Massachusetts é linda, charmosinha e com bastante lugar interessante e diversificado de se conhecer: mercados públicos cheios de comidinhas boas pra experimentar (onde não tem fast food, graças a Deus), um porto muito bem conservado, a ponte Zakim Bridge (muito mais bonita do que qualquer uma de NY, incluindo a famosa ponte do Brooklin), as igrejas mais exuberantes que já conheci, a arquitetura mais primorosa que meus olhos já viram, a biblioteca pública mais chique e frequentada que já visitei, duas das universidades mais bem conceituadas do país (Harvard e Massachusetts Institute of Technology) e a única galeria de arte que eu gostei de conhecer até hoje.

Em seguida, parti pra Big Apple (ainda não consegui fazer upload de todas as fotos nem organizar as que postei, sorry). Definitivamente, em dez dias, deu pra entender o que se vê nos filmes: glamour pra tudo quanto é lado! Lugares famosos (Times Square, Brooklin Bridge, Empire State, Rockfeller Center, Central Park, Estátua da Liberdade, Broadway, 5a Avenida, World Trade Center – novas torres já começaram a ser erguidas), luzes de Natal (se bem que eu esperava muito mais), lojas caríssimas com vitrines chiquetérrimas. A absurda quantidade de gente em todos os pontos da cidade, porém, exigiu tempo e paciência pra entrar em qualquer lugar, pra comer, pra pegar o subway e pra fazer qualquer outra coisa. Em compensação, tive a maior alegria da vida em reencontrar meus pais depois de cinco meses e sete dias longe. Nossa, que emoção! Quando eles abriram a porta do hotel, só deu tempo de gritar e sair correndo ao encontro dos dois. Choramos abraços e pulamos de felicidade! Aproveitamos tudo o que os poucos cinco dias permitiram e já caímos no choro de novo na hora de dar tchau. Pelo menos dessa vez a distância é de apenas alguns dias!

Dia 29, quando eles voltaram pro Brasil, eu vim pra Washington D.C, a cidade dos três M`s: museus, monumentos e memoriais, todos eles quase que inteiramente ao estilo Casa Branca. Mudança radical. Tudo aqui faz alusão à “virtuosidade” do país, às batalhas vencidadas, aos presidentes “memoráveis” e blá, blá, blá. Aquele discursinho barato americano. Mas também, o que mais eu poderia encontrar na capital dos Estados Unidos?! Vale pra conhecer, mas não pra voltar. Ah, e nada de interessante acontece no Ano Novo. Apenas alguns fogos de artíficios (até os de Atlântida Beach são melhores) com a presença de, no máximo, umas 500 pessoas, e americanos ricos, vestindo roupa de gála, mas vomitando nas lixeiras espalhadas pelas calçadas. Bizarro!

Domingo de madrugada, dia 3, vou voltar pro Canadá, onde Montreal será o primeiro destino. Estou meio apreensiva por causa da língua (francês em primeiro lugar). Parece que o povo enche o saco pra se comunicar em inglês. No meu caso, ou a conversa é em inglês ou não é, afinal, não entendo nada além de “bonjour”. Ah, sem contar o medo dos menos váááááários graus negativos. Não sei como vou andar na rua pra conhecer os lugares. Alguém tem alguma sugestão? Eu tenho certeza que não há roupa que dê conta de me manter aquecida.

That`s all so far.

COUNTDOOOOOOOOOOWN. VEM, VEM, VEM POA, VEM!

I`m a backpacker on holiday

Publicado por: carolnocanada em: 17/12/2009

Oi, meu nome é backpacker, estou em férias, mas não tenho tempo pra escrever pencas. Curtam um resumão!

- Fim das aulas (cinco meses estudando inglês de quatro à seis horas por dia), FCE feito (speaking fácil, reading e writing ok, use of english e listening impossíveis – resposta só em 29 de janeiro), bebemoração com os colegas no último dia (socorri gente chamando o hugo);

- A temporada Toronto terminou com neve, floquinhos batendo na cara, temperatura de -10 e sensação de -20! Frio?! Imagina, só impressão! Ok, até que deu pra acostumar um pouco, mas, quando se está na rua, três calças, quatro blusas e cinco meias só servem pra não te deixar congelar (o que já é excelente). Frio, entretanto, tu sente de qualquer jeito.

- Eu nunca tinha passado por tantas despedidas em tão pouco tempo, mas isso é uma coisa que eu não acostumo nem se eu tiver que dizer tchau 957 vezes em um único dia. É totalmente triste abraçar e beijar certas pessoas sabendo que dificilmente nossas vidas são se cruzar de novo. Ainda assim, esse vai e vem de gente querida me faz ter certeza de que o que realmente importa é o fato de eu ter vivido momentos ótimos ao lado delas e que, de alguma forma, elas tiveram um baita significado!

- Domingo à noite, dia 13, cheguei em Boston, Massachusetts, EUA. Se cidades podem ser consideradas eruditas, eu digo que essa é uma das tops! Universidades, bibliotecas, igrejas e museus tomam conta por aqui. E a arquitetura, grande parte antiga, dá um charme mil vezes maior pra tudo que se vê. É de colocar um banquinho na frente de cada construção e admirar, admirar, admirar e admirar. Fotos aqui.

- Amanhã, 18, vai ser o grande dia: primeira viagem de trem (de uma cidade pra outra) da minha vida. E melhor ainda é o destino: NEW YORK CITY! Segura coração!

- Viajar sozinha é surpreendentemente bom! No início, como não se sabe exatamente que tipo de gente se vai encontrar nos hostels da vida, dá um certo medinho, mas basta começar a conviver pra tudo mudar de figura. Em cinco dias em um albergue, já deu pra ver que os frequentadores são, na maioria, estudantes totalmente de boa que querem desbravar cidades com muito a oferecer e gastar o menos possível pra isso. Sem falar que o fato de fazer o que eu quero, quando eu quero e como eu quero é impagável.

- Tudo é muito bom, mas também extremamente cansativo. Poucos dias pra visitar muitos lugares e gente de tudo quanto é canto do mundo pra conversar resultam em sono muuuuuito atrasado. Recuperar? Só quando chegar no Brasil.

Quase de mochila nas costas

Publicado por: carolnocanada em: 06/12/2009

Last week in Toronto, almost going on holiday!

O dia vai chegando, o coração vai apertando. Passou tão rápido, mas foi tanto tempo longe, que agora é até estranho saber que o reencontro está perto. Em 19 dias, no aeroporto de New York, vou sair na voadora (de amor) pra cima do pai e da mãe. Sério! Como que eu vou me controlar? Vou querer abraçar, beijar, pular, puxar as orelhas do pai, apertar as bochechas da mãe e ficar pendurada no pescoço dos dois sem largar! Ah, e aposto que vamos chorar abraçados igual uns abobados. Ai, ai, ai! É o que dá ser filha (quase) única!

Só acho que não vou chorar tanto como na despedida

Well, depois de quase dois meses, a temporada Toronto está chegando ao fim. Minhas aulas acabaram ontem, fiz a primeira parte da prova do FCE (speaking – estou confiante de que fui bem) e tenho mais uma semana pra treinar e tentar garantir a aprovação no resto dos testes (reading, writing, listening e reading), no dia 12. Nem preciso dizer que estou totalmente cagada, né? Quem me conhece sabe como eu seeeeeempre morro de pavor por causa de avaliações e blá blá blá. Então, o que me resta é rezar como se tudo dependesse de Deus e agir como se tudo dependesse de mim, afinal, é exatamente assim que a vida funciona!

Por aqui, não tenho mais tempo pra conhecer lugar algum. Se bem que também não há nada que eu esteja morrendo de vontade de visitar. Toronto é muuuuuito tri, do jeito de cidade grande que eu gosto e estou mais acostumada, mas também não é como Vancouver, onde eternamente tem lugar lindo e não dá pra perder a chance de conhecer. Aqui é tudo mais diário, com mais coisas normais de se fazer: aula, amigos, pubs, festas, shopping e por aí vai.

Ok, eu ainda tenho que ir no Queen`s Park só pra tirar umas fotos do Parlamento, que é bonitão, mas fora isso, nada de muito especial. Eu também queria ter assistido a um jogo de basquete da NBA, mas os dias não fecharam com a minha agenda (super lotada, hahaha) e com a grana que eu preciso economizar pra passar um mês e três dias viajando. Além do mais, prefiro gastar numas cevas, tequilas e vodkas em companhia do povo, dando risada nos botecos ou noites, já que Toronto é mais propício pra esse tipo de coisa do que Vancouver. Ah, e eu deveria ter entrado no Rogers Center, o estádio com maior teto retrátil do mundo, mas deixei passar. De fora, ele já me agrada. E também não é nada que uma próxima vinda ao Canadá não supra (sim, voltarei nem que seja pra passar uns diazinhos).

No fim das contas, o que também contribuiu pra eu não ter feito essas poucas coisas foi o fato de o sol já estar quase dormindo às quatro da tarde, quando eu saio da aula. Nessa hora, o cansaço já está tomando conta, o cérebro já não funciona direito de tanto exercício de FCE e os raios luminosos já não está ali pra dar aquele empurrãozinho que falta. Destino? Boteco e/ou casa. Ah, sem contar o frio, que faz brasileiro xingar até a mãe na hora de botar o nariz pra fora! Agora, por exemplo, está -4 graus com sensação de -8. Inacreditavelmente, a neve ainda não deu as caras! Só pode estar de pegadinha. Se ela fosse uma pessoa, pensaria assim: “Nunca me viram?! Azar é o de vocês, vão continuar sem. Este ano, vou aparecer com um mês de atraso no mínimo”. É mole? Eu hein! A minha sorte (ou azar – medo de congelar de verdade) é que eu vou pros Estados Unidos, mas volto pro Canadá em janeiro, quando vai ser inverno mesmo!

Ok, vamos ao mês de viagens. Até pouco tempo, o plano era ir apenas pra Quebec, Motreal e New York, mas me descobri com dias de sobra e com duas opçoes: voltar uns dias antes pro Brasil ou arrajar mais cidades pra conhecer. Desculpa, mas não há saudade que me faça arredar o pé da liberdade antes da hora. Tá certo que eu estou doida pra ver o resto da família e os meus amigos, mas não deixaria de viajar mais pra poder encontrar com eles uma semana antes. Fora que, na volta, tem faculdade, busca de emprego novo e coisas que deixei pra trás pra serem resolvidas. Não volto antes mesmo!

Pedindo dica pros MacDonald, mandando email pros Chow, de Vancouver, trocando ideia com o pai e a mãe via Skype e azucrinando a Dani, minha amiga e ex-professora de inglês, pelo Messenger, adicionei Boston, Washington e Ottawa ao roteiro. Na ordem, ficou assim: Boston (seis dias), New York (11 – incluindo Natal na companhia dos véios), Washington (seis – incluindo Ano Novo), Montreal (seis), Quebec (seis) e Ottawa (três). Ah, o motivo pra ir pros Estados Unidos e voltar pro Canadá é um só: como meus pais chegam dia 24, eu não queria fazer correndo, em dez dias, o French Canada. Dizem que dá tempo tranquilo, mas se eu posso ficar mais, por que vou ficar menos? Never!

Espero ter sorte na saga de hostels por onde passarei. Que sejam limpinhos, com chuveiro e calefação beeeeem quentinhos e que as dez pessoas ou mais, do mesmo quarto, me deixem dormir. Com umas cinco horas de sono por noite eu já estou feliz! E que os trens com passagens de classe super econômica também prestem! Pelo menos o de Washington pra Motreal precisa ser decente, afinal, são umas 16 horas de viagem. Good luck for me!

Aguardem fotos das minhas trips!

Halloween, birthday and last stuff

Publicado por: carolnocanada em: 17/11/2009

Pra alegria do Samir, eis a atualização*.

Quando casas começaram a ser enfeitadas com abóboras, fantasmas, bruxas ou qualquer outro adorno de essência meio scary, e pessoas passaram a conversar apenas sobre a fantasia pro dia 31 de outubro, eu percebi que este tal de Halloween era sério mesmo por estes lados de cá.

Pra celebrar a tradição (não me perguntem qual o fundamento ou a origem do Halloween – procurem no Google -, pois nem os próprios MacDonalds, canadenses legítimos, souberam explicar), famílias reúnem-se em uma comilança das grandes. É algo tipo Thanksgiving e Natal: haja comida, bebida e alegria pra uma noite só! E, se têm crianças (os Mac têm cinco netos), podem ter certeza que elas sentarão à mesa completamente fantasiadas, fazendo esforço pra não sujar a roupitcha, afinal, precisam estar lindas e impecáveis pro trick-or-treating dali a algumas horas. É só a noite cair que a gurizada, em bando, vai batendo de porta em porta. E ai de quem não der doce! Quer dizer, nem sei se acontece o trick mesmo, mas é que aqui todo mundo participa pra valer! É realmente feio se alguém tocar a campainha e tu não der nada. Então, depois que as sacolas estão jogando doce pra fora, eles curtem o fim de um dos dias mais esperados do ano (pelos norte-americanos) comendo muita gostosura.

Well, mas o que realmente deixa a festa boa são as baladas rolando em massa por todos os cantos da cidade e pessoas vestindo as roupas mais engraçadas, bizarras e originais do mundo. Ninguém tem vergonha de caminhar por aí ou pegar trem em trajes absurdos. É claro que a maioria olha, dá um sorrisinho de canto de boca, mas logo volta a seguir o rumo, a ler o jornal ou a prestar atenção na música que sai dos fones dos ipods, dos mp3s ou dos celulares.

Comigo não foi diferente. Saí de casa vestindo um colete de estampa de vaca e um chapéu de cowgirl. Ok, não era uma roupa totalmente estranha, mas também não faz parte do meu costume sair pela rua parecendo uma vaqueira! Confesso que me senti mais confortável depois que encontrei o pessoal na fila do barco. Mas peraí, que barco? Siiiiim, a noite rolou num barco que percorria as águas do Ontario Lake. Nossa, extremamente empolgante! Enquanto dançava enlouquecidamente, vi alguns dos principais pontos da cidade completamente brilhantes e coloridos (Toronto é muito bem iluminada à noite). Clima bom, música boa e todo mundo curtindo a vibe embaixo das fantasias. É bem o tipo de noite que não se esquece nem se pensar em esquecer!

Pra manter a empolgação, completei 21 anos no exterior. Desculpa, mas isso é muito chique. No início, bate aquela melancolia (ai, puta merda! quero meus pais e meus amigos AGORA!), mas, quando chega o dia mesmo, tudo é alegria. A semana, que tinha começado totalmente virada, com um caminhão de coisa desagradável acontecendo, estava com cara de que ia continuar aquela masmorra, mas as pessoas daqui, meus pais, os amigos no Brasil e a minha mola no fundo do poço não me deixaram abater. No dia 4 mesmo, acordei com o pé direito, espantando tudo que era pensamento triste que pudesse aparecer pra incomodar. E, apesar de ter ficado na ILSC das 9 às 16h, o dia foi ótimo. Na aula, eu, colegas e a teacher passamos todo o último período em clima de festinha, falando besteira, comendo pipoca, chocolate, donuts, bolacha recheada e tomando refri. Ah, ainda fui homenageada com parabéns em diferentes línguas (inglês – sério?! -, francês, alemão, coreano e japonês) e recebi o apelido momentâneo de “Happy Birthday”.

Depois das 16, hora de ir pro Starbucks tomar um café especial na companhia das melhores gurias que achei em Toronto: Ju 1, Ju 2 e Taís (sem esquecer a Ieda – lôra – que nos abandonou uma semana antes). Clube da Luluzinha em ação! Tagarelamos pelos cotovelos, rimos das próprias sagas amorosas e planejamos a festa do dia seguinte. A comemoração só não rolou na quarta mesmo porque eu tinha que enfrentar uma hora e 20 minutos de prova de writing no outro dia de manhã. Festas anteriores comprovam que eu não sei pensar em inglês quando o álcool está no corpo. Melhor não correr o risco, né? Soooo, noite transferida pra quinta.

Longe da terrinha, em clima de aniversário, nada pode ser melhor do que muito sangue azul, verde e amarelo no mesmo espaço. Não adianta! Brasileiro empolga, dá risada, bebe, faz gracinha, dança muito e, inclusive, faz todo mundo entrar na dança. Tinha coreano, japonês e suíço arriscando um samba no pé! No meio dessa muvuca mucho da boa e com uns shots de alegria, a noite terminou muito bem obrigada. Voltei pra casa querendo viver muito mais do que os meus vinte e poucos anos.

Acontecimentos seguintes? Que tal uma listinha resumo, hãn hãn?

1. Royal Ontario Museum, Bata Shoe Museum and Art Gallery of Ontario – Uma semana dessas, tirei dois dias pra conhecer o que faz parte da vida de gente culta: galeria de arte e museus. Como eu não me incluo nesta corja, por mais que os lugares contenham super obras e resquícios de história mais curiosos do planeta, eu me nego a pagar um centavo sequer pra visitar qualquer um deles. Sério, quando é preciso ter certeza do quanto se pode ou não gastar, vale economizar até o último centavo pra fazer o que a gente mais gosta e ir aonde mais se tem vontade. Definitivamente, museu é algo que nunca me chamou a atenção. Só fui porque era de graça (sempre tem um dia da semana que é free) e porque é feio estar em Toronto e não fazer ideia do que tem dentro desses lugares.

2. Cirque du Soleil, Ovo – Este sim paguei os olhos da cara (mesmo assim, mais barato do que no Brasil). Mas é aquele tipo de coisa que compensa cada centavo! A nova apresentação de um dos circos mais famosos do mundo é completamente feita pela coreógrafa brasileira, Deborah Colker. Por causa do trabalho dela, todo o espatáculo acontece ao som de um samba gostoso, daqueles que dá vontade de dançar até quando se está sentado. Resultado: performances mágicas e com muita vida.

3. Andanças pela cidade – Será que só eu acho legal sair por aí sem rumo? É muito bom quando se resolve, do nada, aproveitar o solzinho que aquece o dia pra dar uma caminhada por lugares lindos de Toronto. Harbourfront, o porto, e Ontario Lake, aqui perto de casa, são ótimos lugares pra relaxar. Raios de sol refletidos na água, folhas de maple espalhadas por tudo (efeito outono) e o barulhinho da água em movimento garantem algumas horinhas de tranquilidade longe da loucura de Downtown.

4. Começo do inverno – Eles chamam de outono, mas pra mim já está bem mais pra inverno mesmo. Ou vão querer me convencer que -3 graus é outono? No way! Tá certo que só peguei essa temperatura um dia, mas a sensação era de uns -10. O problema de Toronto é que o vento constante faz a sensação ser sempre menor do que a real temperatura. Juro que ainda não sei como e se sobrevivei daqui pra frente.

5. Viajando de mochila nas costas (tá, na real, com mala de rodinha) – estou só esperando o fim das aulas e a maldita prova do FCE pra sair voando as tranças. Nossa, não quero nem ver a minha alegria quando este dia chegar. Por enquanto, o plano é viajar durante um mês e passar por Boston, Nova York, Montrel, Quebec e Ottawa. P.S.: Roteiro sujeito a alterações. Ah, e aceito sugestões de outras cidades pra visitar, tanto no Canadá quanto nos Estados Unidos. Dicas, dicas, dicaaaaas.

Fotos gerais aqui. Até mais ver!

*Mocinho, quando eu chegar, quero agradecimentos de joelho, tá legal?! E um discurso em inglês! Não esquece que eu sou uma inquisidora nata!

Two weeks in Toronto.

Publicado por: carolnocanada em: 25/10/2009

Aula das nove da manhã até às quatro tarde, homework, muitos lugares novos pra conhecer, preguiça, cansaço e temperaturas entre zero e oito graus, mas sensação negativa (sim, o frio tem culpa na minha lentidão), resultaram em um blog desatualizado. Mas, antes tarde do que nunca, bem-vindos ao meu SuperCorridoOcupado dia a dia em Toronto.

Hoje, o post vai ser diferente. Deixo pra vocês apenas tópicos do que foram os meus primeiros 14 dias na maior cidade do Canadá.

1. Eu agradeço muito por não ver alimentos asiáticos no meu prato. Os MacDonald são tudo de melhor na cozinha (em se tratando de Canadá, é claro). Carne, batata, massa, sopa, tomate, pão, manteiga, queijo, iogurte, cookies, café, chá, chocolate quente, sorvete, tortas. Simplesmente, um milhão de vezes melhor do que a comida da casa dos Chow, em Vancouver.

2. A ILSC daqui é a mesma lenga lenga da de Vancouver. Tem nome, mas não é bem o que dizem. Eu, muito pentelha e crítica que sou, meto pau em quase tudo que se refere a estudo, ainda mais se for de qualidade inferior à esperada. O bom de estar aqui é que dá pra pegar muita fluência pra falar, sem precisar pensar antes de conversar com alguém, e treinar muito bem o ouvido pra diferentes sotaques, já que aqui, além de canadense (DÃ!), dá de tudo: britânico, italiano, suíço, mexicano, espanhol, português, brasileiro, francês, suíço, colombiano, venezuelano, chinês, japonês, coreano e sei lá o que mais. O pior de entender é o sotaque dos asiáticos. Eles não sabem pronunciar a letra L! Beutiful é beautifuR e Carolina é CaroRina. Que nervoso!

3. A minha aula é preparatória pra prova de FCE (First Certificate in English) da Universidade de Cambridge e, por isso, é bem mais puxada que as outras, mas ainda assim não é tudo de bom. Eu fico doida da vida quando não existe explicação pra gramática de inglês, que é mil vezes mais fácil do que a de português e, ainda assim, é difícil. Detalhe: estrangeiro costuma saber gramática melhor do que nativo. Isso porque, enquanto a gente aprende que o sujeito tem que concordar com o verbo e qual a função de cada tempo verbal, eles têm aula de literatura. Aqui, ninguém estuda língua inglesa como nós estudamos língua portuguesa.

4. Enquanto Vancouver é muito muito muito linda por conta da quantidade de natureza ao redor, o charme de Toronto se encontra na mescla constante de prédios antigos e modernos, muitos shoppings (um deles tem cinco andares – dois abaixo da terra) e muitos museus. É completamente diferente do que experimentei na Costa Oeste do Canadá, mas é tão legal quanto. Ainda é impossível definir qual das duas eu prefiro.

5. Apesar de mais antigo, o transporte público é mais eficiente do que o de Vancouver. O subway vai de norte a sul e de leste a oeste, e a maioria dos ônibus sai de dentro de cada estação do metrô. Além disso, ainda têm os famosos “street cars”, bondes elétricos que dividem o espaço com os carros nas principais avenidas. E a história de que mal dá tempo de sentir frio é verdade. Todos os meios de transporte são equipados com heater e, por isso, é um calor de matar. Assim que entro no metrô, tiro o casaco pra não correr o risco de desmaiar no meio daquele monte de gente ensardinhada.

6. Até então, Downtown é a parte que eu mais gosto de ir. Tem uma quantidade quase que sem fim de lugares pra conhecer, várias opções de comida (canadense – ou seja, ovo frito, batata frita, hambúrguer e baicon -, mexicana, asiática, grega, árabe, italiana etc), todas as lojas que tu pode pensar em precisar e, o melhor de tudo, é um espetáculo pra quem aprecia a sobreposição de arquitetua antiga com nova. Vou pra lá todos os dias, mas não me canso de erguer a cabeça pra admirar os prédios.

7. Aqui, mais do que em Vancouver, todos os meus amigos são do Brasil. Não adianta! Por mais que eu percorra o mundo e encontre gente de tudo que é lugar, ninguém é receptivo como brasileiro. Fala sério! Eu não tenho paciência pra tentar fazer amizade com gente que não dá abertura, que não se esforça pra conversar. Estou sempre disposta a puxar papo com pessoas de qualquer nacionalidade, mas, se eles não tão nem aí pros recém chegados, eu é que não vou ficar insistindo na conviência. Se catar! Tenho mais o que fazer!

8. Falando em convivência, eu não suporto (juro!) o suíço que está na mesma casa que eu. A simpatia, demonstrada logo que eu cheguei, desapareceu da noite pro dia. Gente, imaginem um cara que fala francês (sim, já é cheio por natureza), que fuma, que é feio, que se veste com roupas mais feias ainda, que passa gel no cabelo (por sinal, não sei se ele é moreno, loiro ou ruivo), que, em um mês e meio de Toronto, ainda não conhece lugar algum, porque não faz nada além de ir pra aula e frequentar pubs ou festas nas sextas e sábados à noite, e que, pra completar, não mantém um diálogo por mais de cinco segundos com qualquer membro da família da MacDonald ou comigo! No mínimo, ele é detestável!

9. Niagara Falls é a queda d`água mais entusiasmante que eu vi na vida. É inacreditável como a natureza é perfeita e como uma coisa espetacular dessas existe a apenas alguns quilômetros de distância de onde eu estou. É muito boa a sensação de passar pertinho daquele monte de água que cai sem parar! Se eu pudesse, voltaria muitas vezes. Assim como Rocky Mountains e Victoria, é uma viagem pra entrar na lista do top 10 do Canadá.

10. Na CN Tower, a uma altura de 346 metros, vi Toronto inteirinha. Linda de morrer, com prédios imensos cortando as nuvens mais baixas, e os raios de sol refletindo nas águas do Ontario Lake. Não subi até a parte mais alta de observação, cem metros a mais, porque tinha que pagar 15 dólares extra e a vista seria quase a mesma. Não me xinguem! No exterior, 15 dólares a mais faz diferença!

11. Depois de frequentar os parques perfeitos de Vancouver, acho que vai ser difícil achar algo parecido em Toronto. Até agora, só visitei o High Park, que não ofereceu nada além de muita árvore, alguns matos e laguinhos ao redor de trilhas embarradas. De qualquer forma, como foi a única coisa menos boa até agora, não tenho grandes queixas.

12. Amanhã, vou conhecer o Bruno, que é primo-irmão do meu avô e mora em Toronto há 44 anos. A última vez que os dois se encontraram, se não me engano, foi no final da década de 80. Apesar da distância, o contato permance. Até hoje, eles se falam por telefone algumas vezes no ano. Meu vozinho querido está morrendo de alegria e ansioso por mim. É muito legal saber que ele vai ficar orgulhoso quando eu contar sobre o encontro!

13. Daqui dez dias, é meu aniversário. É a primeira vez que vou comemorar longe de casa, da família e dos amigos. Vai ser estranho, mas vai ser diferente. Vamo que vamo! Estou de boa!

14. Fotos e vídeos de tudo o que eu contei estão aquiiiii.

From Vancouver to Toronto.

Publicado por: carolnocanada em: 12/10/2009

Aterrissei em um mar de prédios banhado pelo Ontario Lake! Toronto é tão tão tão gigante que não se enxerga o final da cidade quando o avião está prestes a pousar.

No meio de tanto concreto, o destaque é a CN Tower, a mais alta construção das Américas, com 553. 33 metros. Apesar de imensa, ela não pode ser vista de qualquer parte de Toronto. Pra quem estiver em Downtown ou regiões próximas, entretanto, basta procurar uma agulha acima de qualquer outro edifício. Eis a monstruosa.

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Tá, mas antes de continuar com as novidades daqui, deixa eu contar os momentos finais em Vancouver. Não aconteceu nada de muito diferente, mas foram dias de correria. Passei a semana toda indo em lojas com a Amanda, que precisava comprar presente pra Deus e o mundo, organizando as tralhas e me despedindo das pessoas.

Seguindo à regra da maioria das mulheres do planeta, comecei a arrumar a mala com cinco dias de antecedência. Isso porque, além de ter que pensar em uma estratégia pra fazer caber tudo, separei roupas e calçados de verão, livros, materiais da escola e até um presente pro pai e pra mãe pra mandar pra Porto Alegre através de navio. Custou caro, mas, se eu tivesse que pagar excesso de peso no aeroporto seria mais dinheiro ainda. No final, a mala grande ficou exatamente no limite permitido em vôos domésticos.

Na quinta, pra me despedir de alguns dos amigos que conheci em Vancouver, fui no Aubar, a festa mais badalada pelos estudantes estrangeiros. Definitivamente, é um lugar onde todas as nacionalidades se encontram. Além da presença do pessoal mais querido e chegado, foi justamente a mistura de gente de tudo quanto é canto do mundo que deixou a noite divertida e engraçada. O estilo de dançar de cada um fez valer cada segundo. Poucas vezes, vi tanta coreografia maluca.

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Na sexta, o último dia oficial, foi muito triste dar tchau pra Amanda, a melhor e mais especial pessoa que eu encontrei no Canadá. Começamos as aulas juntas, passamos os melhores momentos juntas e fomos embora de Vancouver praticamente juntas (diferença de horário de vôo apenas). A gente nem sabe como se conheceu ou como começou o convívio diário. A única coisa que a gente lembra é que, em um belo dia, fomos almoçar pizza e nunca mais nos desgrudamos. Dividimos alegrias, risos, piadas, saudades, raivas e medos durante três meses. O tempo foi pouco, mas suficiente pra afirmar que eu vou pra Brasília o mais rápido que eu puder só pra rever essa nanica. Fora que os causos da família dela, os Alves de Sousa, rendem muitas páginas pra um livro. Dei tanta risada ao ouvir as indiadas dessa gente, que fiquei com vontade de retratar nas minhas próprias palavras.

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Ainda na sexta, continuando com o clima de despedida, fui jogar boliche com os Chow. O lugar era cheio de entretenimento, com telão exibindo clips de música, TV`s passando cenas de filmes e várias máquinas de jogos como as que se encontram em fliperamas brasileiros. Tudo ambientado por luminárias coloridas, brilhantes e giratórias.

O Benjamin e o Nathaniel, porque eram pequenos, tinham o direito de usar um suporte pra deslizar a bola até os pinos. Sempre que acertavam, corriam pra comemorar comigo ou com a Pearl e com o Michael. Muito amados! Falando em Michael, o cara brinca de ser profissional. Joga tão bem que eu até estranhava quando ele não fazia strike.

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Abaixo, algumas fotos dos dois pestinhas que, por mais que não me deixassem dormir aos sábados e aos domingos porque começavam a correr, a pular e a berrar às oito da manhã, admito que foram uma boa diversão dentro de casa. Como toda criança, eles davam alegria ao ambiente, se expressavam de um jeito engraçado e bolavam teorias curiosas do mundo infantil.

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Ok, agora já posso voltar pra Toronto.

Tudo começou melhor do que eu esperava. Na real, quando se vai pra casa de quem não se conhece nem dá pra ter muita expectativa. Dessa vez, porém, era diferente. Eu tinha referência sobre a família e sabia que eles seriam, no mínimo, gente boa. As poucas horas de convivência, no próprio sábado, quando eu cheguei, serviram pra mostrar que eles são mais que isso. Um casal lá pelos 60, 60 e poucos anos, gordinhos, simpáticos e bem receptivos. Coisa fofa! Dá até vontade de esmagar!

Quem conversa mais, dá instruções sobre o sistema da casa (comparando com os Chow, aqui quase não tem regra), como fazer pra ir em determinados lugares etc e tal é a Maureen. No domingo à tarde, ela me levou pra um tour de referência e localização. Aqui na redondeza, passamos por toda a orla do Ontario Lake, pelas principais avenidas e por alguns parques. Antes de voltar, ela me mostrou as opções de ônibus e as estações de trem pra fazer o caminho de ida e volta do centro tanto durante o dia quanto à noite.

Sobre o George, deu pra notar que não fala tanto, mas, quando fala, tenta sempre ser divertido e largar uma piadinha. Eu recém tinha chegado e ele já veio com essa: “Brasileiro não gosta muito de festa. Nem sei por que eles passam mais tempo em pub e nightclub do que dentro de casa”. Ah, e ele é muito orgulhoso do tal de “apple souce” que ele mesmo faz. Ofereceu pra eu provar e, quando eu disse que tinha gostado, ele respondeu: “Sim, eu que fiz”. Talvez, pra quem lê, soe como um ar de superioridade, mas eu garanto que não. O tom de voz denuncia que ele quer é fazer palhaçada mesmo.

Domingo à noite, aconteceu a comemoração do feriado de Thanksgiving que, na Amércia do Norte, é uma data tão simbólica como o Natal. Tradicionalmente, as famílias se reúnem pra uma comilança sem tamanho. Só não tem troca de presente. O encontro foi na casa de um dos filhos (eles têm cinco) com a presença de todas as noras, os genros e os netos (mais cinco, sendo que um é mais lindo do que o outro). Foi bom pra conversar, ser apresentada pra toda a família de uma vez só e comer comida muito boa. Em três meses em Vancouver, eu só experimentei comida ruim. Em três dias em Toronto, eu só provei comida boa. Espero que seja o fim das gororobas sem sal, sem gosto e nojentas que eu fui obrigada a comer na homestay dos Chow.

Ah, antes que eu esqueça. Aqui na casa, tem um estudante da Suíça. Pelos primeiros dias de conviência, ele parece ser legal. Até agora, demonstrou que quer me levar em alguns lugares interessantes da cidade e me enturmar com o pessoal que ele conhece. Não sei se é porque eu recém cheguei e porque os amigos dele voltaram pros respectivos países ou se ele é bacana mesmo. O tempo vai mostrar. Não sou de criar grandes expectativas com pessoas que eu não conheço.

Eu ainda não consegui fotografar quase nada por aqui aqui, mas farei em breve. Enquanto isso, apreciem a minha nova rua, o meu novo lar e o meu novo quarto.

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Well, é isso. Amanhã começo a nova maratona de aulas rumo ao FCE (First Certificate in English). Diferentemente de Vancouver, terei aula das nove da manhã até às quatro da tarde. Espero que sirva pra me ajudar na preparação, afinal, FCE fucks my life.

Hockey, UBC, Jason Mraz e Toronto

Publicado por: carolnocanada em: 03/10/2009

Não me venham com esta história de “queremos textos grandes”. Já sei que ando meio relapsa, sem contar tintinportintin do que eu tenho feito, mas é que, quando eu piso em casa, a preguiça me devora. Vocês não têm ataque de vagabundagem? Pois eu tenho constantemente. Fora que o cansaço do meu cérebro anda acima da média. Fazer a mente pensar sempre em inglês exige mais do que trabalhar oito horas de segunda à sexta, um final de semana sim, um não, depois de ter assistido às aulas da Famecos. Mas em algum momento eu tinha que voltar aqui pra atualizar a minha vida. Aliás, atualizar vocês sobre a minha vida. So, there we go!

HOCKEY GAME

Se eu fosse norte americana, não pensaria duas vezes em escolher o Hockey como esporte preferido pra admirar (porque pra eu praticar qualquer atividade mais movimentada do que pilates, só na próxima encarnação). Aproveitei o clima da patinação no gelo pra assistir à partida do Canucks, o mais famoso daqui, contra o Ducks, bem conhecido nos Estados Unidos. Foi emocionante, entusiasmante, vibrante e todas as outras qualidades que terminam em ante!

É quase que inacreditável como os jogadores têm tanta habilidade sobre lâminas instáveis. Eles patinam sem parar, tanto de frente quanto de costas, levando a bolinha pela quadra de gelo com tanta rapidez que, se piscarmos, perdemos o lance. A velocidade com que o jogo acontece é tão grande que o juiz não interrompe a jogada pra que os jogadores sejam substituídos!

E não é só a agilidade que empolga a plateia. Usar a força corporal pra empurrar o adversário contra a parede e sair no soco são atitudes permitidas em uma partida de Hockey. Na verdade, brigar não está previsto nas regras, mas, como faz parte do estilo bruto, os juízes deixam rolar por um certo tempo e depois suspendem os envolvidos por alguns minutos. Obviamente, a torcida acha o máximo! Admito que eu também achei. Aí embaixo, segue o vídeo da fight. Aqui, as fotos e outros vídeos.

UBC (UNIVERSITY OF BRITISH COLUMBIA)

Não dá pra morar por três meses em Vancouver e não visitar a faculdade mais famosa e melhor conceituada daqui, a UBC. Gigante, ela até parece uma cidade dentro da outra. Construções residenciais e ruas onde há tráfego normal se misturam com os prédios destinados a cada curso diferente. Tudo bem que a maioria deles chama a atenção mais pela feiúra e falta de conservação externa (pasmem, a faculdade é particular) do que por qualquer outro motivo, mas o interessante da universidade é poder conhecer um jardim japonês, um museu de antropologia, considerado o mais completo de Vancouver, e uma praia de nudismo (infelizmente, estava frio e não vi nenhum peladão). Tudo isso acompanhado de uma imensa quantidade de verde e uma bela paisagem proporcionada pela proximidade do oceano. Fotos neste link!

JASON MRAZ CONCERT

Só a performance muito boa e a presença de palco melhor ainda pra me fazer engolir o imposto de 33% sobre o valor normal do ingresso. Com 30 e poucos anos, mas cara de gurizinho, Jason Mraz embalou o coração de crianças, adolescentes e adultos que foram ao estádio GM Place, em Vancouver, em 30 de setembro de 2009.

Considerando que eu esperava um show bastante calmo, fui surpreendida. As letras e os ritmos românticos mesclados ao espírito brincalhão e super alegre do cantor transferiram animação pra plateia. Até quem estava nas cadeiras fez questão de levantar pra curtir o charmosinho Mraz.

Em uma hora e meia, ele apresentou músicas dos três CDs lançados até agora: Waiting For My Rocket To Come (2002), Mr. A-Z (2005) e We Sing, We Dance, We Steal Things (2008). Como esperado, as canções que levaram o público ao auge da emoção foram “You And I Both”, “I`m Yours” e “Lucky”. Essa última teve participação de uma amiga dele substituindo a Colbie Caillat que, originalmente, faz o tom feminino.

Outro ponto alto foi quando Mraz saiu do palco principal, atravessou o estádio entre todos os espectadores que estavam na pista e apareceu cantando no tablado dos cameramen. Detalhe: todo mundo achava que o show já tinha terminado. Quando a voz dele ecoou novamente, e as luzes voltaram, a galera delirou! A apresentação continuou cheia de graça por mais 30 ou 40 minutos.

A voz suave desse estadunidense de Mechanicsville, Virginia, deixa a mente e o coração mais leves do que pluma. Voltei pra casa com a alma lavada! Abaixo, estão os vídeos que gravei durante o show. Aqui, as fotos.

QUASE EM TORONTO

Sábado que vem pela manhã, pego o avião com destino a Toroto. Estou feliz e com expectativa! Claro que eu amei Vancouver, afinal, a cidade é um encanto e oferece opções de passeios maravilhosos, mas três meses são suficientes pra querer novidades.

Dá um friozinho na barriga saber que vou ter que começar tudo outra vez: nova família, nova casa, novos costumes, novas amizades e nova escola, mas sei que vai dar tudo certo. Ah, e já fui informada de que terei um brother da Suíça. Eu curti bastante quando a Anja, da Alemanha, estava aqui em casa. Acho que vai ser bacana ter um companheiro também. Pelo menos, pra praticar o inglês é pra lá de bom! Fora que já tenho referência da família e sei que são gente boa. Então, vamo que vamo! Toronto, me aguarde!

Ice Skating.

Publicado por: carolnocanada em: 24/09/2009

Na noite de hoje, quarta-feira, passei uma hora e meia patinando no gelo. Claro que não foi aquele ice skating elegante, mas rendeu um ótimo momento de descontração em meio a uma semana difícil, em que a saudade está dando as caras diariamente e o medo do que está por vir anda tirando a minha auto confiança.

Se pra quem mal sabe andar sob o gelo durante uns 100 metros, sem perder o equilíbrio e sem saber frear, patinação é muito divertido, imagina pra quem coloca o par de patins e sai deslizando, como se fosse um pássaro querendo levantar voo. A sensação de liberdade é tão grande que parece que dá pra percorrer o mundo em cima daquela lâmina afiada. Entretanto, a mesma parte da bota que te faz querer ir adiante sem nunca parar, pode, por qualquer descuido, te levar ao chão, digo, ao gelo. Aí, não tem outra opção. É parar ou parar.

Aconteceu comigo. Depois de dar umas treinadas básicas perto da parede, me senti mais confiante pra ir pro meio da pista. Não deu outra. Caí um tombo tão lindo que até parecia profissional! A recuperação foi rápida. Coloquei um dos joelho contra o gelo pra poder levantar e saí patinando feliz da vida de novo. Em momentos assim, o mais legal é rir de si mesmo e seguir em frente como se a queda não tivesse existido.

Aqui, estão as fotos e o vídeo. Enjoy it as I did!

Sem Victoria.

Publicado por: carolnocanada em: 21/09/2009

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Já sei. Já sei que não me faço presente no meu próprio blog há dias. Já sei que faz uma semana que voltei de Victoria, capital de British Columbia, e ainda não publiquei texto algum sobre a viagem. Também já sei que o tempo passou e, por isso, os detalhes pra descrever a cidade mais inglesa do Canadá se perderam. (Não, eu não estou praticando o senso jornalístico. Aliás, estou de férias completas da minha futura – ? – profissão.) Na minha mente, entretanto, cada segundo está bem vivo. Victoria, assim como Rocky Mountains, preenche a lacuna de melhor passeio.

Pra completar, resolvi me rebelar e anunciar que, desta vez, vocês ficarão sem texto, sem histórias sobre o que eu fiz ou deixei de fazer, aonde eu fui ou deixei de ir. Vasculhem as fotos se quiserem ter uns 15 minutos de belas paisagens pra apreciar. Hoje, elas falam por mim.