.Toronto – living it.

Inglês, homestay e comida.

Publicado por: carolnocanada em: 24/07/2009

O INGLÊS

Peguei a mania de falar “e então” e “você” com a Amanda e o Rodrigo. Vê se eu posso! Brasileiro é foda mesmo! Mas eles são muito legais e a gente se diverte. É melhor ainda quando as colombianas, a coreana ou qualquer outra pessoa de outra nacionalidade estão junto porque somos obrigados a falar só inglês pra todos entenderem a conversa. Entre nós, obviamente, a história é outra. Sempre começamos falando inglês só que, sem perceber, mudamos pro português. É meio que automático. A sorte é que passamos bem mais tempo com todo mundo do que só nós três.

Sobre o aprendizado, ainda não sei dizer o quanto desenvolvi. Acho que não dá pra avaliar direito em seis dias. A única coisa que eu tenho certeza que está melhorando bastante é o vocabulário. A família e a aula dão um bom suporte nessa parte. De qualquer forma, às vezes, tenho a impressão de que não estou realmente aprendendo. A aula da manhã, que é só conversação, parece meio fácil. Sei lá, de repente estou no nível errado. A da tarde, em compensação, mostra como eu não sei coisa nenhuma de gramática. Caramba, eu detesto verb tenses! Preciso aprender de uma vez por todas, mas parece que nem aqui é fácil. Nesse caso, tomara que as más línguas estejam certas: aos poucos, vou começar a usar os tempos verbais sem nem perceber. Sobre o nível, pretendo conversar com a conselheira brasileira pra ver se ela indica que eu troque ou não.

Acho que eu esqueci de contar que aqui, a cada duas semanas ou um mês, tu muda o que tu quer estudar. Agora, por exemplo, eu estou fazendo communication (speaking all the time) e grammar. Quando acabar, posso pegar duas das outras mil opções. Assim é bom porque dá pra escolher de acordo com o que eu quero melhorar. Da próxima vez, já sei que listening vai em primeira opção.

Campus da Richard`s Street, onde tenho communication class

Campus da Richard`s Street, onde tenho communication class

A HOMESTAY

Bom, as diferenças gritam aos meus ouvidos, mas eu consigo conviver com elas. Comida, jeito de viver, horários, interesses, afetividade…tudo aqui é completamente distinto do que eu estou acostumada. O melhor é vir jantar, brincar um pouco com o Benjamin e o Nathaniel, trocar ideias durante a refeição, falar sobre o dia na escola e o que eu fiz depois, mas aproveitar o resto do tempo pra conhecer tudo que der com a galera da ILSC.

Claro que o Michael e a Pearl já me ajudaram com um monte de coisa, deram várias dicas, convidaram pra sair com eles etc e tal, mas, de qualquer forma, não são a minha família. Então, tento fazer o melhor que eu posso e sinto que eles agem igual. Hoje, por exemplo, vi que tinham tirado o lixo do meu quarto e do meu banheiro, sendo que sou eu a responsável por essa tarefa. Pra retribuir e ser educada, o mínimo que eu podia fazer era arrumar toda a cagança da janta. Eles gostaram.

O meu quarto é ótimo. Bem grande, com uma cama de casal muito confortável e quentinha, uma escrivaninha, uma lareira (acho que não vou chegar a usar) e um espaço que é tipo um closet, mas não é fechado e também não tem armário. Eles são acostumados a guardar as roupas em negócio que fica pendurado em um suporte de ferro.

Enquanto eles não recebem outro estudante, o banheiro também é só meu. Como o quarto, é bom, espaçoso e tem banheira.

Forglen Drive é a minha rua

Forglen Drive é a minha rua

Mais pra cima, à direita, fica a minha casa

Mais pra cima, à direita, fica a minha casa

My bedroom

My bedroom

My bedroom

My bedroom

My bedroom

My bedroom

My bathroom

My bathroom

My bathroom

My bathroom

My bathroom

My bathroom

A COMIDA

Pensem em passar seis meses comendo mal e só coisa bizarramente ruim. É o acontece com um brasileiro em Vancouver. Caramba, aqui não existe feijão nem arroz como o nosso, ninguém come carne de boi nem massa com molho vermelho ou molho branco. Todas as comidas ou são muito apimentadas, ou são sem graça ou são estranhas e nojentas. Em seis dias eu já não quero mais ver pela frente frango frito e massa do tipo yakisoba. Fora as porcarias como hamburguer e pizza, foi só isso que eu comi até agora. Ah, algumas coisas da culinária japonesa, além do sushi e do sashimi, são comíveis, mas eu não lembro o nome de nenhuma delas.

O café da manhã é a única refeição normal. Dá pra comer cereal (eles têm muitos cereais e todos são completamente diferentes do nosso sucrilhos), iogurte e pão e tomar achocolatado com leite. Como aqui não existe Nescau, o que eles usam é um xarope (syrup). Pra ter ideia, imaginem uma calda de chocolate pra colocar em cima da torta de sorvete. É igual. É só adicionar leite. Ah, e o leite deles não tem o mesmo gosto que o nosso. É bem mais suave.

Quero mostrar todas as outras fotos, só que essa porcaria de Flickr tem limite de upload mensal pra quem quer usar de graça. Preciso arranjar um outro jeito, mas ainda não sei qual. Enquanto eu não descubro, apreciem essas fotos.

Que saudade! A minha sorte é que não dá tempo de ficar deprimida com a falta que todos vocês fazem.

2 Respostas para "Inglês, homestay e comida."

Carolzinha amada!!! Estou atenta aos teus passos, acompanhando o blog, mesmo que quietinha hehehe fico feliz que tu já esteja bem entrosada com teus colegas e esteja conhecendo bastante coisas novas!! Vê se acha um canadense bem lindo pra trazer pro Brasil hahahaha
Beijos!!

Eu amei tua casa, que coisa mais aconchegante! Deu vonatde de deitar na cama, ainda mais com esse frio que ta aqui! Tudo tem cara de limpinho, o banheiro hehehe, adorei!

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